Os orçamentos de TI das empresas francesas têm crescido continuamente nos últimos anos. Licenças SaaS, infraestruturas cloud, custos de integração, manutenção de aplicações, formações… a fatura aumenta a cada exercício. No entanto, quando se questiona a direção sobre o valor realmente gerado por estes investimentos, a resposta é muitas vezes vaga: «modernizámos o nosso SI», «estamos mais alinhados com os padrões do mercado», «está a funcionar melhor».
Mas «está a funcionar melhor» não é um ROI.
Esta discrepância entre despesa e valor percebido é um dos sinais de alerta mais frequentes que observamos nos nossos clientes. E é frequentemente o sintoma de um problema de governação mais profundo.
Por que os custos de TI aumentam sem criação de valor
1. Ausência de visão global do parque de TI
Em muitas DSI, não existe um mapeamento atualizado e exaustivo do sistema de informação. As ferramentas acumulam-se, os contratos renovam-se automaticamente, as licenças não utilizadas persistem. Sem uma visão global, é impossível identificar o que custa, o que é utilizado e o que gera valor real.
2. Decisões de aquisição descentralizadas
Com a democratização do SaaS, cada departamento pode hoje subscrever soluções sem validação central. O que parece prático localmente torna-se um problema de coerência e custo a nível global: redundâncias funcionais, dados dispersos, contratos não negociados.
3. Medição do valor limitada a métricas técnicas
Sabe-se quanto custa um servidor, quantos tickets de suporte foram tratados, qual é a taxa de disponibilidade das aplicações. Mas nem sempre se mede o impacto real na performance do negócio: poupança de tempo das equipas, redução de erros, melhoria da experiência do cliente, aceleração dos ciclos de venda.
4. Projetos “terminados” que continuam a custar
Um projeto entregue não é um projeto fechado. Os custos de manutenção, evolução e suporte podem representar até 80% do custo total de propriedade (TCO) de uma aplicação ao longo do seu ciclo de vida. Estes custos ocultos raramente são integrados nos business cases iniciais.
A discrepância entre investimento e valor: um problema estrutural
Estima-se que as empresas percam em média 30% do seu orçamento de TI em despesas não otimizadas: licenças não utilizadas, redundâncias de aplicações, projetos abandonados.
Este número ilustra uma realidade que encontramos regularmente nas nossas missões: não se trata de uma má escolha tecnológica, mas de uma ausência de gestão do valor ao longo do tempo.
O problema não é tanto investir mal, mas não saber medir o que os investimentos produzem.
Como retomar o controlo: 4 alavancas concretas
Alavanca 1: Implementar uma governação de TI simples e eficaz
Criar um comité de TI que reúna DSI, direções de negócio e direção-geral, com uma revisão regular (mínimo trimestral). O objetivo: alinhar os investimentos de TI com as prioridades estratégicas e garantir que cada despesa é justificada por um benefício de negócio identificável.
Alavanca 2: Mapear e racionalizar o parque de aplicações
Inventariar todas as soluções utilizadas, os seus custos reais (licença + integração + manutenção + formação), a taxa de utilização e a contribuição para os processos de negócio. Esta auditoria de aplicações é frequentemente fonte de surpresas — e de poupanças substanciais.
Alavanca 3: Definir indicadores de valor de negócio
Para cada ferramenta ou investimento de TI, definir desde o início os indicadores que permitirão medir o valor criado. Estes KPIs devem ser de negócio — não apenas técnicos — e acompanhados ao longo do tempo, não apenas no momento do go-live.
Exemplos de indicadores de valor de negócio:
- Redução do tempo de processamento de um processo (em %)
- Diminuição da taxa de erro numa operação crítica
- Aumento da satisfação do cliente (NPS)
- Ganho em horas/homem por semana para uma determinada equipa
Alavanca 4: Integrar o TCO desde a fase de aquisição
Antes de qualquer aquisição, calcular o custo total de propriedade para 3 a 5 anos: licença, integração, formação inicial, acompanhamento da mudança, manutenção, evoluções. Este TCO permite comparar soluções que parecem mais baratas mas que são estruturalmente mais caras a longo prazo.
A abordagem Lùkla: alinhar tecnologia e performance
Na Lùkla, ajudamos as PME a ligar os seus investimentos de TI à sua performance real. A nossa abordagem combina diagnóstico do parque existente, definição de um roadmap racionalizado e implementação de indicadores de gestão adaptados à maturidade da organização.
A nossa oferta Apps & Data e Managed Services permite otimizar os custos operacionais mantendo — ou até melhorando — a qualidade do serviço.
Conclusão
A questão não é «quanto gastamos em TI?» mas sim «que valor criam realmente os nossos investimentos de TI?». Responder a esta questão implica implementar governação, indicadores e disciplina de gestão que poucas PME formalizaram até agora. É precisamente aqui que se mede a maturidade digital das organizações que querem transformar despesas em vantagem competitiva.
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